Rótulos e julgamentos

Quem nunca ouviu  falar no ditado 'você é o que você come'? Pois é, se antes classificavam nossa saúde pelo que comíamos, agora também estão classificando nossa inteligência pelo que assistimos e nossas atitude pelo que ouvimos. Desde os tempos da idade da pedra, nós, seres humanos, cultivamos a mania de rotular tudo e todos que vemos, começando por nos intitular os mais inteligentes dos animais e classificando os outros conforme acharmos melhor.

Com o passar do tempo, passamos a trocar rótulos entre nós e isso foi ficando cada vez mais constante, até chegar a um ponto em que somos divididos em grupos: classe social, escolaridade, gostos musicais, estilo, raça. Enfim, não importa o que você faça, o quanto fuja, você sempre estará sendo associado a algum grupinho, nem que esse seja o grupo dos que são indefinidos.


Os estereótipos estão instalados na mente do ser humano e agora nos achamos capazes de julgar até mesmo a inteligência ou a cultura de uma pessoa pelo que ela assiste. Neste começo de ano o que mais vejo são pessoas que consideram quem assistem algum tipo de programa, como BBB ou Mulheres Ricas, sem cultura alguma e sem ter o que fazer. Ok, não estou falando que esses programas agregam algo a nossa vida, mas assisti-los também não quer dizer que diminuam nossas capacidades e não sejamos capazes de fazer outras coisas.

Vejo tudo isso e fico me perguntando: Por que ao invés de perder tempo julgando os outros e o que eles fazem, essas pessoas não se ocupam lendo um bom livro, assistindo um filme ou até mesmo, já que se consideram tão cultas, ouvindo a Nona Sinfonia de Beethoven? O livre arbítrio está aí para que seja possível que cada um faça o que achar melhor, sem ter que ser julgado e rotulado.

Chegou a hora de pararmos de nos preocupar com o que os outros fazem, ou deixam de fazer, e olharmos para o nosso próprio umbigo, talvez aquilo que consideramos culto seja considerado uma porcaria para outros. Para não sermos julgados, temos que parar de julgar, porque o que faz de nós o que queremos ser  são nossas atitudes, o resto não passa de intriga da sociedade.

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